Adubação

 

Há algumas perguntas relativas à adubação que sempre vem à mente quando adquirimos ou ganhamos uma planta. Esta planta necessita de adubo? Qual adubo eu devo usar? Como eu devo utilizar? É, então, que descobrimos que não é tão simples, pois existem muitos adubos no comércio e você não tem a menor ideia de como escolher. Qual seria a solução? Experimentar adubos diferentes e arriscar perder a planta ou buscar informação? Logicamente, buscar informação. Para ajudar você a entender um pouco essa área é que elaboramos essa pequena introdução.

 

Macronutrientes

 

Muitas pessoas compram e utilizam adubos químicos sem saber ao certo para que ele se destina. Se confundem com as formulações de macronutrientes das embalagens: os famosos 10-10-10, 4-14-8, etc. Esses números representam as quantidades de cada um dos elementos químicos(N-P-K).  O termo NPK, ou seja, N = Nitrogênio, P = Fósforo, K = Potássio - dando a entender que são apenas esses os três macronutrientes exigidos pelas plantas - é usado para fornecer aos técnicos e ao consumidor qual a quantidade de cada um desses elementos existe no produto. Por exemplo, na formulação 10-10-10, significa que os três elementos estão na mesma proporção. Já na formulação 4-14-8, nota-se que a quantidade de Fósforo é maior que a de Nitrogênio e Potássio. Logicamente, cada formulação destina-se a um uso diferente. Por exemplo, adubos com maior quantidade de Fósforo servem para promover o enraizamento da plantas logo após o plantio.

Há mais três macronutrientes necessários às plantas que são Ca = Cálcio, Mg = Magnésio e S = Enxofre. Assim, na verdade, os macronutrientes essenciais as plantas são seis e não três.

Porém, nenhum adubo pode ter todos esses elementos juntos. Necessariamente deve faltar cálcio ou enxofre. Isto porque os sais solúveis de cálcio e os sulfatos (SO4) alcalinos solúveis são incompatíveis, isto é, reagem entre si, dando sulfato de cálcio (CaSO4) que é insolúvel em água. Resumindo: Apesar de serem seis os macronutrientes que as plantas necessitam, não há adubo com todos. Ou falta cálcio (Ca) ou falta enxofre (S).

O adubo Peter, por exemplo, não tem cálcio e, para suprir esta ausência, existe um produto chamado Excel Cal que é uma fonte de cálcio. Interessante observar que a maioria dos que usam o adubo Peter desconhece a existência desse complemento que é importante para o desenvolvimento global da planta (folhas, brotos e raízes).

Assim, um adubo completo, com todos os macro e micronutrientes necessariamente tem que estar em embalagens distintas, uma com cálcio e outra com enxofre.

 

Micronutrientes

 

Os micronutrientes necessários às plantas são: Ferro (Fe), Manganês (Mn), Boro (B), Cobre (Cu), Zinco (Zn), Cobalto (Co) e Molibdênio (Mo).

A utilização do molibdênio como adubo é da ordem de um milésimo de grama para 100 litros de água (0,001g Mo/100L). A quantidade é muito pequena, mas imprescindível. Para ilustrar essa necessidade, há um fato ocorrido na metade do século passado, num deserto da Austrália, onde nada crescia, apesar de ser servido de água. Feita a análise do solo, constatou-se que a inexistência de molibdênio. Foi feita, então, a irrigação da terra com 75g de molibdênio por hectare. Logo em seguida a vegetação começou a aparecer e hoje é uma floresta verdejante. Outro exemplo interessante da falta de um micronutriente é a secura de brotos de citros. Os agricultores aplicam calda bordalesa e os novos brotos crescem sadios e vigorosos. Muitos pensam ser a calda bordalesa que combateu a doença, mas, na verdade, era apenas deficiência de cobre. Calda bordalesa é uma mistura de sulfato de cobre mais hidróxido de cálcio.

 

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