Cattleya

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Cattleya é um nome em homenagem ao horticultor inglês William Cattley (1788-1832). É o gênero mais importante do ponto de vista comercial, tendo em vista a beleza de suas flores, tamanho, duração e a imensa variedade de cores, tanto das espécies como dos híbridos que hoje constituem dezenas de milhares de exemplares.

O gênero abrange cerca de 70 espécies, das quais 20 são nativas do Brasil. Essas orquídeas são encontradas desde a região do México, América Central até a América do Sul. A Cattleya é uma planta epifítica, ou seja, na natureza encontra-se aderida a troncos de árvores. No entanto, é possível alguns tipos vivendo como plantas terrestres ou rupícolas (aderida a pedras).

Unifoliadas e Bifoliadas

 

O gênero é subdividido em dois grupos: as unifoliadas e as bifoliadas.

  • A Cattleya unifoliada produz flores grandes que podem atingir até 25 cm, como é o caso da Catlleya warscewiczii, e o número de flores oscila entre 2 a 8 flores. Orquídeas Cattleya unifoliada quando der apenas uma flor pode significar que o cultivo está deixando a desejar. O pseudobulbo não cresceu o suficiente, faltou luz, houve excesso ou falta de água ou não houve enraizamento suficiente por ataque de fungos, pragas, intoxicação da planta, etc. Se a situação perdurar, no ano seguinte, a planta poderá não florescer.

  • A Cattleya bifoliada (duas folhas em cada pseudobulbo) produz flores menores, em média de 5 a 10 cm, porém pode chegar a 30 flores por haste, como a Cattleya guttata e a C. bowringiana.

Híbridos

 

Existem muitos híbridos entre os dois grupos (unifoliada e bufoliada), visando o aprimoramento geral que busca tamanho, forma, variedade de cor, robustez, durabilidade da flor, aumento da frequência de floração, etc.

Também existem uma infinidade de híbridos intergenéricos de Cattleya com Laelia, Brassavola (atualmente Rhyncholaelia), Sophronitis, Epidendrum e Broughtonia.

 

Cultivo

 

Pode ser cultivada em muitos ambientes, inclusive dentro de apartamentos. Para isso, há certas condições que precisam ser favoráveis ao bom desenvolvimento da planta, como a umidade e uma iluminação ideal (próximo a janelas ou sacadas sem incidência direta de luz, por exemplo). Se ela for aderida ao tronco de uma árvore, deve-se ter cuidado constante até que as raízes grudem no tronco. Daí pra frente, mesmo que você ocasionalmente a esqueça, ela irá se desenvolver e florir normalmente, porque está em seu ambiente natural. Cuidado com árvores muito frondosas que podem impedir que a orquídea receba a luz da manhã ou da tarde. Nunca a deixe exposta a iluminação direta.

As Cattleya(s) tem necessidade por água, como qualquer planta, contudo é preciso sempre regar com parcimônia porque o excesso pode causar o apodrecimento das raízes e levar ao aparecimento de fungos e outras doenças. Não deixe que o vaso seque completamente para depois fazer a rega. Verifique sempre se o substrato está levemente úmido. Se a planta estiver já bem enraizada, o metabolismo será mais intenso do que o de uma planta com poucas raízes. Assim, plantas bem enraizadas, em tempo quente e seco, a rega deve ser generosa e a cada 2 ou 3 dias. Com poucas raízes, o intervalo pode ser de até uma semana.

Em ambientes internos, sem muita umidade, pode-se usar um prato com água e pedra brita e colocar o vaso em cima, mantendo a pedra sempre molhada. A água estará evaporando continuamente, dando a umidade necessária.

A adubação deve ser feita em períodos oportunos. A Cattleya , como qualquer outra orquídea, passa por um período de repouso para, em seguida, voltar a atividade emitindo novos brotos e raízes. É nessa hora que se deve fazer adubação, utilizando uma formulação de uso geral, como 5-5-5 ou 10-10-10, etc (Saiba mais sobre adubação aqui). Quando o pseudobulbo e a folha com espata estiverem amadurecidos (em seu tamanho normal), pode-se parar a adubação. Alguns tipos de Cattleya, se continuarem a receber adubo após a maturação do pseudobulbo, poderão não florescer, como alguns exemplares de Cattleya nobilior  e outras.